segunda-feira, 29 de junho de 2009

FODAM-SE!

SEUS BOSTAS!

SEUS MERDAS!

SEUS VERMES!

VERMES!

domingo, 28 de junho de 2009

Carpe diem!

Cara, a vida é uma coisa muito legal.

Tô tão feliz esse mês, tão de bom humor, tão esclarecida, tão amada, tão amando.
Tudo tá dando certo, meus desejos mais impossíveis encaminhados, a escola vai bem, minha família tá feliz e não brigamos há tempos, minhas amigas lindinhas saem comigo quando eu preciso, festinhas legais, rolês divertidos com pessoas fofas e queridas, amigas voltando do intercâmbio, FÉRIAS, tv à cabo de volta, MARIE!, celular, cabelo, TIO!, tô me sentindo gatinha com mais frequência [hahaha], tá tudo tão bom!
espero que continue assim!


caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarpe diemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!

sábado, 27 de junho de 2009

cause we were both young when I first saw you.

Marry me, Juliet!
You'll never have to be alone!
I love you and that's all I really know!
I talked to your dad, go pick out a white dress,
it's a love story,
baby, just say YES!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Escreva um livro, - A.

" Um gesto lépido, um encolher de ombros, uma frase. A ela, basta-lhe uma frase, em especial se sincera. Não porque o pretenda ser ou faça por isso, mas porque a verdade circula nos meandros que a compõem.
Então ela recolhe-se como se um corpo estranho. Uma frase simples que traduza a reacção adequada à provocação sem sentido. Que, de tão normal, mediana, a faz sentir-se diferente, avariada, sem remédio. Que lhe cala as palavras dentro ainda antes que se formem: letras avulsas passarão a correr nela como linfa. A loucura e o desgoverno alimentam-se do excesso que criam; a normalidade é autofágica.
Ela preferiria que a razão lhe permitisse ser fugaz (a razão, esse conceito que lhe é longe como um recorte de cordilheiras). Ela quereria não ver a vida na progressão geométrica do desespero. Às vezes, acorda e estremunha, mas nem por isso mais lúcida, apenas mais cansada. Só não é uma criatura sombria porque não se leva a sério. Precisa de fazer nada para sustentar o delírio. Esconde o desvario nas palavras que não escreverá e encaixa num recanto de si a frase normal, como se esta lhe fizesse cócegas para sempre."

imagine me and you, i do.

terça-feira, 23 de junho de 2009

DROGA.

O que se faz quando envenenado por um amor misturado com um ódio que faz sentir desde o prazer intenso até o espasmo da morte, a intolerância de ser acostumado a viver intensamente apaixonado lhe reserva o coração predestinado a sangrar em um quarto vazio e frio?
Até parar de bater por alguém que não te quer. Até parar de bater.
Portas fechadas escondem pensamentos cegos que podem levar à loucura em um minuto. Basta fechar os olhos e o normal se transforma em absurdo. Paixão é
DROGA, é talvez um vírus contagioso através do olhar e viciante pelo gosto mentiroso e efeito alucinógeno que afeta a consciência e o coração.

- Vou te presentear com uma coisa para você sempre se lembrar do nosso acordo.

" Sorriu com o canto dos lábios, subiu em cima de cama e se ajoelhou entre as pernas dele. O advogado Bjurman não entendeu o que ela quis dizer, mas ficou aterrorizado.
Depois viu a agulha na mão dela.
Moveu violentamente a cabeça e tentou se virar, mas ela apoiou o joelho sobre seu escroto como advertência.
- Não se mexa. É a primeira vez que utilizo esses instrumentos.
Ela trabalhou concentradamente durante duas horas. Quando terminou, ele não emitia mais som algum. Parecia estar num estado próximo ao da apatia.
Ela desceu da cama, abaixou a cabeça e examinou sua obra com olhar crítico. Seus talentos artísticos eram limitados. As letras, irregulares, lembravam um desenho impressionista. Ela utilizara o vermelho e o azul para tatuar a mensagem, escrita com letras maiúsculas e em cinco linhas que cobriam todo o ventre dele, desde os mamilos até o púbis: SOU UM PORCO SÁDICO, UM CANALHA ESTUPRADOR.
Recolheu as agulhas e guardou as bisnagas de cor na mochila. Depois foi lavar as mãos no banheiro. Sentia-se consideravelmente melhor ao voltar para o quarto.
- Boa noite - disse.
Antes de partir, abriu uma das algemas e pôs a chave sobre o ventre de Bjurman. Ao sair, levou o DVD e o molho de chaves. "


Na Suécia, 13% das mulheres foram vítimas de violências sexuais cometidas fora de uma relação sexual.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pra rua me levar.

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou.
As vezes ando só, trocando passos com a solidão, momentos que são
meus e que não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora, escuto no silêncio que há em mim e
basta, outro tempo começou pra mim agora.





Nunca desisto das coisas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

youtube.com/watch?v=ylbsDvF4YAw

LIKE I DO LIKE I DO LIKE I DO LIKE I DO LIKE I DO
LIKE I...
LIKE LIKE LIKE LIKE LIKE I
LIKE I DO LIKE I DO
LIKE I LIKE I LIKE I LIKE I
LIKE LIKE
LIKE I...


DO!?


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Álvares de Azevedo.

Passei ontem a noite junto dela.
Do camarote a divisão se erguia
Apenas entre nós - e eu vivia
No doce alento dessa virgem bela...

Tanto amor, tanto fogo se revela

Naqueles olhos negros! Só a via!
Música mais do céu, mais harmonia
Aspirando nessa alma de donzela!


Como era doce aquele seio arfando!
Nos lábios que sorriso feiticeiro!
Daquelas horas lembro-me chorando!

Mas o que é triste e dói ao mundo inteiro
É sentir todo o seio palpitando...
Cheio de amores! E dormir
solteiro!

Feliz dia dos namorados, YEY.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

William Shakespeare

" To be, or not to be: that is the question:
Whether’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles
And by opposing end them. To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to,’tis a consummation
Devoutly to be wished. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream; aye, there’s the rub;
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there’s the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor’s wrong, the proud man’s contumely,
The pangs of despised love, the law’s delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover’d country from whose bourn
No traveler returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all,
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o’er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry
And lose the name of action. Soft you now!
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remember’d. "

- Hamlet, act III, scene 1.

orkut, oi?

" Como seria bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim. "

domingo, 7 de junho de 2009

can I hold you one last time?

Can I hold you one last time, to fight the feeling that is growing in my mind?
I know I did us both all so wrong, I know I'm not always all that strong.



AAAAAAAAAAAAAI AI.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

- A.

" Reduzo-me a pormenores que fixo na retina ou aguento nas entranhas, incapaz de abarcar o desígnio maior disto tudo. Vogam por aqui insensatas esperanças e fazem-se contas de cabeça, embora eu cale o que queria de facto dizer-te, de alguma forma ainda presa a ti: a tanto me leva o paradoxo da saudade. É o teu sabor na minha boca, mesmo quando não estás, e é o teu andar desengonçado a arrastar a minha sombra, até quando vou sozinha. Começo a não saber onde residem os intervalos, se nos momentos em que estou contigo, se quando o resto da minha existência segue para bingo. Mas se hoje é assim, amanhã fico indiferente, a achar a urgência que me consome um disparate sem cabimento nesta minha vida cronometrada por terceiros. Dizem que é isto a bipolaridade do amor: num dia, a razão desvaloriza-o em nome da sobrevivência da espécie, no outro, induz práticas irreflectidas que roçam o indecoro e o mau gosto, como linguados que excedem o prazo permitido e cópulas quase públicas. Queria entrelaçar as minhas pernas nas tuas em remates intrincados, num exagero de nós de escota e de lais de guia, e a seguir fechar os olhos. No fundo, queria apenas o que milhões de outros homens e mulheres sempre quiseram uns dos outros: acordarem de manhã lado a lado, brevemente completos, embalados por impressões difusas de felicidade. "

- A.
"Às tantas, chega a parecer por segundos que todas as outras foram meros ensaios para que agora saibas ao certo como me fazeres feliz sem precisares de ponto, mas afinal é porque me estou quase a vir e às vezes uma pessoa delira. Ao contrário de mim, tens essa coisa de saberes o caminho sem precisares de mapa e de me acertares em cheio de olhos fechados, e é se calhar por isso que me anda a dar para confundir as coisas e para ver lampejos de eternidade feliz na sordidez clandestina da madrugada suburbana."

terça-feira, 2 de junho de 2009

ME DEIXA FRACA.

remember.

" Eles não eram nada parecidos. Dos três meninos, um era grandalhão — musculoso como um halterofilista inveterado, com cabelo escuro e crespo. Outro era mais alto, mais magro, mas ainda assim musculoso, e tinha cabelo louro cor de mel. O último era esguio, menos forte, com um cabelo desalinhado cor de bronze. Era mais juvenil do que os outros, que pareciam poder estar na faculdade ou até ser professores daqui, em vez de alunos.
As meninas eram o contrário. A alta era escultural. Linda, do tipo que se via na capa da edição de trajes de banho da Sports Illustrated, do tipo que fazia toda garota perto dela sentir um golpe na auto-estima só por estar no mesmo ambiente. O cabelo era dourado, caindo delicadamente em ondas até o meio das costas. A menina baixa parecia uma fada, extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um preto intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções.
E, no entanto, todos eram de alguma forma parecidos. Cada um deles era pálido como giz, os alunos mais brancos que viviam nesta cidade sem sol. Mais brancos do que eu, a albina. Todos tinham olhos muito escuros, apesar da variação de cor dos cabelos. Também tinham olheiras — arroxeadas, em tons de hematoma. Como se tivessem passado uma noite insone, ou estivessem se recuperando de um nariz quebrado. Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos.
Mas não era por nada disso que eu não conseguia desgrudar os olhos deles. "

segunda-feira, 1 de junho de 2009