quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pago bem...

"E, então, toma-me de assalto aquela imagem budista de que a vida é como um rio que, quando passa, não mais se repete, pois nada fica nunca no mesmo lugar.

Depois da enxurrada, já se sabe, as coisas não voltam à harmonia da sua quietude anterior, por mais que se aprestem os trabalhos de reconstrução e chegue o voluntariado da ajuda internacional, assentando arraiais e montando tendas pelas nossas planícies adentro.

É claro que, para quem já vivia de escolhos e se mantinha à tona numa babugem feita de bocados podres de madeira e cascalho e materiais orgânicos flutuantes e perecíveis a esbarrarem contra os diques que tanto custaram a erguer, a diferença é pouca: é quase a ilusão de que nada, nadinha mudou.

Mas, para quem espreitava, agradado, da entrada acolhedora da sua palafita e lhe topa agora as estacas (antes sulcadas no fundo lacustre, ricamente adornadas com anos de coisas felizes) algures à deriva contra o molhe de betão, fica mais difícil essa coisa de encarar os destroços, mesmo que apenas através das palavras escritas e das fotografias desmaiadas, guardadas em arquivo.

Preciso, por isso, de uma empilhadora dentro de mim. Daquelas com várias pás que cheguem alternadamente aos recantos mais difíceis da minha geomorfologia magoada. Pago bem e à hora."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pequenas grandes paixões

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Tá doendo láááááá dentro, Lááááá no fundo.

sábado, 21 de novembro de 2009

Fuuuuuuuuuckkkkkkkkkkk!

PUTA QUE PARIU!


"Espero passar mais muitos anos dizendo parabéns pra voce e te dando muitos beijinhos e falando pra voce segurar a risada nas horas mais inapropriadas, porque confesso que eu AAAAAAA-MO muiiiiitaaao voce e tudo que tem acontecido!"


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

De vez em quando eu tenho umas idéias muito boas, sério.

"Eu levo uns jogos de tabuleiro, você leva maconha, eu contrato uma stripper e nós não vamos destrancar a porta enquanto ela não ficar feliz."

É, PORRA!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como as borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."

- Cazuza

CALEM A BOCA!

ODEIO TUDO ISSO!

...O


...D


...E


...I


...O

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ela...

"E ela cada vez maior, vacilante, túmida, gigantesca:
se conseguisse chegar mais perto de si mesma, ver-se-ia inda maior. E em cada olho podia-se-lhe mergulhar dentro e nadar...sem saber que era um olho."


terça-feira, 3 de novembro de 2009

mas que grande bosta!

E lá vamos nós com essa baboseira de problema emocional
NOVAMENTE.
Calma, galera.
É só uma...menina!
Passa, eu juro.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

-A [eu queria muito saber seu nome!]

"[...] Mortifica-te, estás à vontade, o remorso a jorrar de ti madrugada fora, porque o que é teu está irremediavelmente em mim e se calhar vice-versa, nem mil duches te salvam, nem esfregado a pedra pomes, a pele numa chaga viva.
Fica sabendo que não hesito; que espezinho e que comando; que faço fitas e abandono, e que não sou de fiar. És-me tão difícil quanto inesperado; és a incoerência, a incongruência, a vida vista de baixo para cima. És o dueto entre a raiva e a meiguice, entre o medo que tens do medo e a investida cega do herói solitário.
Às vezes de noite quando finjo que sossego, amo-te. Também te amo em certos momentos do dia e chega a haver alturas em que te adoro, isso nos intervalos em que te esqueço. Quero apoderar-me de ti e falar com esse sotaque que enfiarás sem querer na minha boca, empurrando-o com a tua língua. Terás um dilema moral por resolver, que coisa despir-lhe primeiro? e eu o diabo no corpo, toma lá que é para aprenderes. Quero-te perto, nas imediações, não me interessa se agora não dá, faz a trouxa e vem de malas aviadas que a estada pode prolongar-se. Sou egoísta, esporádica, imódica, e às vezes até asmática. Falta-me o ar quando me ignoras, arremelgo os olhos e arquejo, não tenho culpa, é uma doença, uma condição que me definha, tragam-me a bomba, por favor."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Deixo tudo assim, não me importo em ver a idade em mim.

Ouço o que convém.

Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer que eu preciso, sim, de todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria?

Eu sei que ainda vou voltar, mas eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim.

Eu digo o que condiz.

Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão quando vem dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?

Olha, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?

Dispenso a previsão!

Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição!

Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração...

quando falo comigo, quando eu sei ouvir."

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E fez de mim o que sou hoje.

"Eu me tornei o que sou hoje aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém.

Sentei em um banco do parque, perto de um salgueiro. Pensei em uma coisa que Rahim Khan disse um pouco antes de desligar, quase como algo que lhe houvesse ocorrido no último minuto. "Há um jeito de ser bom de novo." Ergui os olhos para as pipas gêmeas. Pensei em Hassan. Pensei em baba. Em Ali. Em Cabul. Pensei na vida que eu levava até que aquele inverno de 1975 chegou para mudar tudo. E fez de mim o que sou hoje."

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

esse é pra ela.

"Queria dar-te colo, embalar-te no meu regaço e dizer-te baixinho que tudo está bem quando acaba bem. Queria adormecer essa tua inquietação, dar conta de todos os teus medos, decepar a loucura que desliza dentro de ti como uma enguia sem tino, com tamanha violência que quando sibila se ouve cá fora em redor, escoando-se pelos orifícios da tua pele. Queria garantir-te que, comigo por perto, nada ninguém nunca poderá fazer-te mal, que podes fechar os olhos, descontrair os músculos, deitar para o lixo todos os químicos que agora te permitem a posição vertical e fingires para os outros que és tu. Queria dizer-te que sei que estás algures dentro de ti e que esse invólucro que apresentas é apenas uma pele seca que mais cedo ou mais tarde largarás pelo caminho, quando me souberes lá à frente à tua espera. Queria que percebesses que há entre nós um laço, mais do que um laço, um nó górdio, um amor complexo e irremediável, cheio de voltas e contravoltas, que ninguém poderá cortar com a sua espada, mesmo que especialmente desembainhada para o efeito. Sei que hoje nada sentes, ocupado que estás com a aritmética simples da sobrevivência, que estas palavras pouco te dizem, que tudo te parece um pesadelo e que não acreditas em mim no fim da linha, acho que a questão nem sequer te interessa. Mas um dia olharemos para trás e leremos os dois este texto premonitório, palavra por palavra, promessa por promessa, juro. E será exatamente como te disse, os dois rodeados de crianças e de bichos e de pólenes de primavera que o vento nos trará em contornando as montanhas. E então serás tu a embalar-me com o cinzento dos teus olhos e a tapares-me com o cobertor até cima, afugentando os meus fantasmas com a mão, vigorosamente, como se fossem apenas insetos incómodos e não esta bola de fogo que me empecilha a garganta e me faz acordar a meio da noite, a vomitar pela cama o medo de te perder para sempre na espuma dos terrores que inventas para ti mesmo."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vou viajar pelo mundo num segundo,
pelos becos imundos e sumir na fumaça...
pra você achar mais graça,
quero sentir sua ameaça de
PERTO.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ah, Cathy...

- Não é - retrucou ela -, é o melhor. Os outros representam a satisfação de meus desejos como também a satisfação dos desejos de Edgar. E este outro motivo refere-se a alguém que concentra em sua pessoa tudo o que sinto por Edgar e por mim mesma. Não posso me exprimir direito; mas você, como todo mundo, deve ter a crença de que existe, ou deve existir outra vida, à nossa frente.

Para que serviria eu ter existido, se ficasse inteiramente restrita aqui? Meus maiores sofrimentos neste mundo têm sido os sofrimentos de Heathcliff; fui testemunha deles e senti-os todos, desde o começo. Meu maior cuidado na vida é ele. Se tudo desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo o mais ficasse, e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte dele. Meu amor por Linton é como a folhagem da mata: o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores, isso eu sei muito bem. E o meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade quase invisível, mas necessária.

Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não é como um prazer - porque eu também não sou um prazer para mim própria - mas como o meu próprio ser. Portanto, não fale mais em separação: é impraticável.

domingo, 13 de setembro de 2009

a.a.

Canta teu riso esplêndido sonata,
E há, no teu riso de anjos encantados,
Como que um doce tilintar de prata
E a vibração de mil cristais quebrados.

Bendito o riso assim que se desata
- Citara suave dos apaixonados,
Sonorizando os sonhos já passados,
Cantando sempre em trínula volata!

Aurora ideal dos dias meus risonhos,
Quando, úmido de beijos em ressábios
Teu riso esponta, despertando sonhos...

Ah! Num delíquio de ventura louca,
Vai-se minh'alma toda nos teus beijos,
Ri-se o meu coração na tua boca!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

destilei meu sangue em álcool forte pra que eu pudesse me sentir melhor, mas do contrário, eu me senti pior e usei desde artifício pra ocultar a dor por ter perdido um quase amor.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

[?]

- nem pense em colocar em prática o que diz a 489.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Poe.

“[…] Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor - dor pela ausente Leonor - pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor - cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.”

1968?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

With each word your tenderness grows, tearing my fears apart..and that laugh that wrinkles your nose touches my foolish heart.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

FUCK!

- C.

miss miss miss

you.

(Por mais que não deva!)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nelson Rodrigues.

"Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las."

Você, tenha cuidado, está quase conseguindo fazer com que despertem.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cause this is THRILLER,

Thriller night!

And no one's gonna SAVE YOU

From the
beast about to strike!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

habitual.

" O amor revela as qualidades sublimes e ocultas do que ama, - o que nele há de raro, de excepcional: nesse aspecto facilmente engana quanto ao que nele há de habitual. "

descobrindo o habitual.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FODAM-SE!

SEUS BOSTAS!

SEUS MERDAS!

SEUS VERMES!

VERMES!

domingo, 28 de junho de 2009

Carpe diem!

Cara, a vida é uma coisa muito legal.

Tô tão feliz esse mês, tão de bom humor, tão esclarecida, tão amada, tão amando.
Tudo tá dando certo, meus desejos mais impossíveis encaminhados, a escola vai bem, minha família tá feliz e não brigamos há tempos, minhas amigas lindinhas saem comigo quando eu preciso, festinhas legais, rolês divertidos com pessoas fofas e queridas, amigas voltando do intercâmbio, FÉRIAS, tv à cabo de volta, MARIE!, celular, cabelo, TIO!, tô me sentindo gatinha com mais frequência [hahaha], tá tudo tão bom!
espero que continue assim!


caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarpe diemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!

sábado, 27 de junho de 2009

cause we were both young when I first saw you.

Marry me, Juliet!
You'll never have to be alone!
I love you and that's all I really know!
I talked to your dad, go pick out a white dress,
it's a love story,
baby, just say YES!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Escreva um livro, - A.

" Um gesto lépido, um encolher de ombros, uma frase. A ela, basta-lhe uma frase, em especial se sincera. Não porque o pretenda ser ou faça por isso, mas porque a verdade circula nos meandros que a compõem.
Então ela recolhe-se como se um corpo estranho. Uma frase simples que traduza a reacção adequada à provocação sem sentido. Que, de tão normal, mediana, a faz sentir-se diferente, avariada, sem remédio. Que lhe cala as palavras dentro ainda antes que se formem: letras avulsas passarão a correr nela como linfa. A loucura e o desgoverno alimentam-se do excesso que criam; a normalidade é autofágica.
Ela preferiria que a razão lhe permitisse ser fugaz (a razão, esse conceito que lhe é longe como um recorte de cordilheiras). Ela quereria não ver a vida na progressão geométrica do desespero. Às vezes, acorda e estremunha, mas nem por isso mais lúcida, apenas mais cansada. Só não é uma criatura sombria porque não se leva a sério. Precisa de fazer nada para sustentar o delírio. Esconde o desvario nas palavras que não escreverá e encaixa num recanto de si a frase normal, como se esta lhe fizesse cócegas para sempre."

imagine me and you, i do.

terça-feira, 23 de junho de 2009

DROGA.

O que se faz quando envenenado por um amor misturado com um ódio que faz sentir desde o prazer intenso até o espasmo da morte, a intolerância de ser acostumado a viver intensamente apaixonado lhe reserva o coração predestinado a sangrar em um quarto vazio e frio?
Até parar de bater por alguém que não te quer. Até parar de bater.
Portas fechadas escondem pensamentos cegos que podem levar à loucura em um minuto. Basta fechar os olhos e o normal se transforma em absurdo. Paixão é
DROGA, é talvez um vírus contagioso através do olhar e viciante pelo gosto mentiroso e efeito alucinógeno que afeta a consciência e o coração.

- Vou te presentear com uma coisa para você sempre se lembrar do nosso acordo.

" Sorriu com o canto dos lábios, subiu em cima de cama e se ajoelhou entre as pernas dele. O advogado Bjurman não entendeu o que ela quis dizer, mas ficou aterrorizado.
Depois viu a agulha na mão dela.
Moveu violentamente a cabeça e tentou se virar, mas ela apoiou o joelho sobre seu escroto como advertência.
- Não se mexa. É a primeira vez que utilizo esses instrumentos.
Ela trabalhou concentradamente durante duas horas. Quando terminou, ele não emitia mais som algum. Parecia estar num estado próximo ao da apatia.
Ela desceu da cama, abaixou a cabeça e examinou sua obra com olhar crítico. Seus talentos artísticos eram limitados. As letras, irregulares, lembravam um desenho impressionista. Ela utilizara o vermelho e o azul para tatuar a mensagem, escrita com letras maiúsculas e em cinco linhas que cobriam todo o ventre dele, desde os mamilos até o púbis: SOU UM PORCO SÁDICO, UM CANALHA ESTUPRADOR.
Recolheu as agulhas e guardou as bisnagas de cor na mochila. Depois foi lavar as mãos no banheiro. Sentia-se consideravelmente melhor ao voltar para o quarto.
- Boa noite - disse.
Antes de partir, abriu uma das algemas e pôs a chave sobre o ventre de Bjurman. Ao sair, levou o DVD e o molho de chaves. "


Na Suécia, 13% das mulheres foram vítimas de violências sexuais cometidas fora de uma relação sexual.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pra rua me levar.

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou.
As vezes ando só, trocando passos com a solidão, momentos que são
meus e que não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora, escuto no silêncio que há em mim e
basta, outro tempo começou pra mim agora.





Nunca desisto das coisas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

youtube.com/watch?v=ylbsDvF4YAw

LIKE I DO LIKE I DO LIKE I DO LIKE I DO LIKE I DO
LIKE I...
LIKE LIKE LIKE LIKE LIKE I
LIKE I DO LIKE I DO
LIKE I LIKE I LIKE I LIKE I
LIKE LIKE
LIKE I...


DO!?


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Álvares de Azevedo.

Passei ontem a noite junto dela.
Do camarote a divisão se erguia
Apenas entre nós - e eu vivia
No doce alento dessa virgem bela...

Tanto amor, tanto fogo se revela

Naqueles olhos negros! Só a via!
Música mais do céu, mais harmonia
Aspirando nessa alma de donzela!


Como era doce aquele seio arfando!
Nos lábios que sorriso feiticeiro!
Daquelas horas lembro-me chorando!

Mas o que é triste e dói ao mundo inteiro
É sentir todo o seio palpitando...
Cheio de amores! E dormir
solteiro!

Feliz dia dos namorados, YEY.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

William Shakespeare

" To be, or not to be: that is the question:
Whether’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles
And by opposing end them. To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to,’tis a consummation
Devoutly to be wished. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream; aye, there’s the rub;
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there’s the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor’s wrong, the proud man’s contumely,
The pangs of despised love, the law’s delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover’d country from whose bourn
No traveler returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all,
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o’er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry
And lose the name of action. Soft you now!
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remember’d. "

- Hamlet, act III, scene 1.

orkut, oi?

" Como seria bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim. "

domingo, 7 de junho de 2009

can I hold you one last time?

Can I hold you one last time, to fight the feeling that is growing in my mind?
I know I did us both all so wrong, I know I'm not always all that strong.



AAAAAAAAAAAAAI AI.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

- A.

" Reduzo-me a pormenores que fixo na retina ou aguento nas entranhas, incapaz de abarcar o desígnio maior disto tudo. Vogam por aqui insensatas esperanças e fazem-se contas de cabeça, embora eu cale o que queria de facto dizer-te, de alguma forma ainda presa a ti: a tanto me leva o paradoxo da saudade. É o teu sabor na minha boca, mesmo quando não estás, e é o teu andar desengonçado a arrastar a minha sombra, até quando vou sozinha. Começo a não saber onde residem os intervalos, se nos momentos em que estou contigo, se quando o resto da minha existência segue para bingo. Mas se hoje é assim, amanhã fico indiferente, a achar a urgência que me consome um disparate sem cabimento nesta minha vida cronometrada por terceiros. Dizem que é isto a bipolaridade do amor: num dia, a razão desvaloriza-o em nome da sobrevivência da espécie, no outro, induz práticas irreflectidas que roçam o indecoro e o mau gosto, como linguados que excedem o prazo permitido e cópulas quase públicas. Queria entrelaçar as minhas pernas nas tuas em remates intrincados, num exagero de nós de escota e de lais de guia, e a seguir fechar os olhos. No fundo, queria apenas o que milhões de outros homens e mulheres sempre quiseram uns dos outros: acordarem de manhã lado a lado, brevemente completos, embalados por impressões difusas de felicidade. "

- A.
"Às tantas, chega a parecer por segundos que todas as outras foram meros ensaios para que agora saibas ao certo como me fazeres feliz sem precisares de ponto, mas afinal é porque me estou quase a vir e às vezes uma pessoa delira. Ao contrário de mim, tens essa coisa de saberes o caminho sem precisares de mapa e de me acertares em cheio de olhos fechados, e é se calhar por isso que me anda a dar para confundir as coisas e para ver lampejos de eternidade feliz na sordidez clandestina da madrugada suburbana."

terça-feira, 2 de junho de 2009

ME DEIXA FRACA.

remember.

" Eles não eram nada parecidos. Dos três meninos, um era grandalhão — musculoso como um halterofilista inveterado, com cabelo escuro e crespo. Outro era mais alto, mais magro, mas ainda assim musculoso, e tinha cabelo louro cor de mel. O último era esguio, menos forte, com um cabelo desalinhado cor de bronze. Era mais juvenil do que os outros, que pareciam poder estar na faculdade ou até ser professores daqui, em vez de alunos.
As meninas eram o contrário. A alta era escultural. Linda, do tipo que se via na capa da edição de trajes de banho da Sports Illustrated, do tipo que fazia toda garota perto dela sentir um golpe na auto-estima só por estar no mesmo ambiente. O cabelo era dourado, caindo delicadamente em ondas até o meio das costas. A menina baixa parecia uma fada, extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um preto intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções.
E, no entanto, todos eram de alguma forma parecidos. Cada um deles era pálido como giz, os alunos mais brancos que viviam nesta cidade sem sol. Mais brancos do que eu, a albina. Todos tinham olhos muito escuros, apesar da variação de cor dos cabelos. Também tinham olheiras — arroxeadas, em tons de hematoma. Como se tivessem passado uma noite insone, ou estivessem se recuperando de um nariz quebrado. Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos.
Mas não era por nada disso que eu não conseguia desgrudar os olhos deles. "